O QUE É A ABNT?
ABNT é a sigla de Associação Brasileira de Normas Técnicas, um órgão
privado e sem fins-lucrativos que se destina a padronizar as técnicas de
produção feita no país. A ABNT foi fundada em 1940, é membro fundador
da Organização Internacional de Normalização, e da Comissão Panamericano
de Normas Técnicas, Associação Mercosul de Normalização. É a
representante Oficial no Brasil dessas três instituições e também da
Comissão Eletrotécnica Internacional.
As normas são leis utilizadas, para padronizar, e indicam um padrão de
qualidade. Seguir as normas de publicação da ABNT é importante para não
existirem conflitos e a padronização ajuda ainda na comparação de
pesquisas relacionadas a um mesmo assunto. Por mais que a ABNT afirme o
contrário, está decidido desde 2014, que as normas técnicas organizadas e
distribuídas pela entidade, tais como ISO 9001, ISO 14001, entre
outras.
Leia a ABNT 6023: http://www.fkb.br/arquivos/nbr.pdfEscrevendo um poema em 10 passos
1. Tenha um objetivo em mente
O primeiro passo para escrever um bom poema é ter um objetivo. Afinal, sem um destino, você não pode chegar a lugar algum.
A poesia é uma linguagem concisa e, como qualquer obra literária ou
projeto em geral, é uma boa ideia você saber onde quer chegar. Caso
contrário, suas palavras serão vagas.
Para ajudar nesta tarefa, pense no que você quer que o seu poema
“faça”. Que tipo de reação você quer causar no leitor? Há algo em
específico que você queira descrever? As respostas podem ser diversas.
Por exemplo: “descrever uma experiência pessoal”, “protestar contra
injustiças da sociedade”, “exaltar a beleza da natureza”, “provocar
desconforto no leitor”.
Escolha um objetivo principal e guarde-o com você. Esse será o elemento central do seu poema.
2. Expresse o seu tema
Muito bem, você tem um objetivo, um elemento principal. Já está próximo de ter um tema definido para o seu poema.
Um tema pode ser considerado a combinação de uma ideia com uma
opinião. Por exemplo, o “amor” não é um tema por si só. “Amor é
sofrimento”, por sua vez, já pode ser considerado um tema, ainda que um
pouco pessimista.
O tema é uma afirmação. Uma ideia sobre um assunto. E, muitas vezes,
podemos inclusive observar temas que persistem por movimentos literários
inteiros. No romantismo britânico, por exemplo, havia o tema recorrente
de como o homem se desconecta da natureza na vida adulta e que a
literatura poderia ser o elo perdido.
Esse tema caracterizava o movimento e trazia beleza e significado
para os poemas. Ele era uma expressão da angústia pessoal dos poetas que
transpassava até os leitores. Em outras palavras, o tema torna a poesia
mais tangível, fortalecendo a conexão com o leitor.
Torne o seu objetivo em um tema e expresse suas ideias. Valerá a pena.
3. Não seja clichê
Todos têm o direito de se expressar como quiserem. A beleza dessa
liberdade é justamente a grande diversidade de ideias que ela nos
oferece. Logo, não tem graça se todo autor escrever de maneira igual aos
outros, repetindo os mesmos clichês.
Claro, não estamos sugerindo que você tente escrever um livro original
por completo. Pode-se dizer até mesmo que a originalidade não existe,
considerando a quantidade de autores que existem e a baixa probabilidade
de produzir algo que nunca foi feito antes.
Mas existem repetições e repetições. Algumas são saudáveis, outras
são mais do que desnecessárias. O clichê pode ser considerado tudo
aquilo que já foi tão utilizado que não contribui mais para a obra. Ele
não causa impacto, não agrega valor, não traz significado.
Na poesia, os clichês muitas vezes se apresentam como frases ou
expressões “prontas”. Um exemplo bastante clássico é “rosas são
vermelhas, violetas são azuis” ou versos que começam com “amar é”.
Como fugir disso? Primeiro, pense se você já não ouviu diversas vezes
essa mesma expressão que você pretende escrever. Se sim, ela deve ser
um clichê. Então, reflita sobre o significado por trás dessas palavras
batidas. Você pode transmitir essa mesma mensagem de outra forma. E
pronto. Clichê evitado.
4. Não seja melodramático
Ah, o melodrama. Sedutor e repulsivo ao mesmo tempo, ele atrai os
autores para, então, afastar os leitores. Quando escrevemos, muitas
vezes queremos transmitir e provocar sentimentos e, sendo como escrever um livro emocionante esse o caso, é
quase irresistível a chamada do melodrama. Saber não é simples.
Queremos nos jogar nos sentimentos, expressar amor, paixão, ódio e
indignação. Mas veja, a partir do momento que isso compromete a leitura,
não vale a pena. E o fato é: quando um texto apela excessivamente para o
emocional, o leitor tende a se rebelar contra as intenções do autor e
sentir o oposto do que foi planejado.
Dizem por aí que, quando uma personagem chora, o leitor não precisa
chorar por ela. Fique atento, pois isso pode se aplicar aos seus
leitor.
5. Estimule todos os sentidos
A poesia é muito mais do que texto, palavras. Ela deve estimular cada
sentido do corpo humano. Visão, audição, olfato, toque, paladar e
também o que vai além, como a nossa intuição e a maneira como absorvemos
a realidade em constante movimento como um todo.
A beleza da literatura está justamente na capacidade de levar o
leitor para outro lugar, onde cada sentido estará aguçado e nossa
percepção estará voltada para os dilemas e conflitos levantados na obra.
Para provocar esse efeito no leitor, você deve escrever de maneira
muito visual, imagética. Explore o cenário, explore os movimentos,
explore os sons, os cheiros, cada elemento que leva o leitor até seu
poema.
6. Use figuras de linguagem
As figuras de linguagem existem para enriquecer o idioma e tornar a
nossa comunicação ainda mais vívida. Nada melhor do que usá-las na
poesia, não é mesmo?
Um destaque especial vai para as comparações e metáforas. Isto é,
quando afirmamos que algo ou alguém é parecido com outro ou quando
substituímos um termo por outro a fim de provocar essa comparação,
respectivamente.
Por exemplo, “meu pensamento é um rio subterrâneo” é uma metáfora. No
caso, o pensamento não pode ser um rio subterrâneo, mas há semelhanças,
como o fluxo de consciência que se assemelha ao fluxo constante do rio e
a individualidade dos pensamentos, que não podem ser ouvidos por mais
ninguém, assim como o rio não pode ser visto.
Quando usadas sabiamente, as figuras de linguagem podem enriquecer o
poema ao tornar tudo menos óbvio e instigar o pensamento crítico do
leitor, que possivelmente precisará refletir para compreender as
semelhanças que validam determinadas metáforas, por exemplo.
7. Não use palavras abstratas
Sim, a poesia é linguagem condensada e, por isso, muitas vezes soa
misteriosa. Isso não significa que, para saber como escrever um poema,
você precise ser abstrato o tempo inteiro. Muito pelo contrário.
É uma boa ideia utilizar palavras concretas que descrevem elementos
reais em vez de apelar para o abstrato. “Liberdade”, “sofrimento”,
“felicidade” e “paixão” são ideias abstratas, por exemplo, que inclusive
podem ter significados muito diferentes para cada pessoa.
Em vez disso, sempre que possível utilize palavras concretas, como
“árvores”, “sorrisos”, “calor”, “gatos”. Dessa forma, o leitor poderá
analisar o cenário que você criará e, a partir dessa imagem, desenvolver
seus próprios sentimentos abstratos em relação à obra.
A princípio, pode parecer impossível substituir palavras abstratas
por concretas, mas é mais simples do que você pensa. Basta seguir o
preceito de “show, don’t tell”. Isto é, descrever de maneira imagética
algo que represente um sentimento abstrato.
Não diga “Ela estava feliz”. Uma ideia melhor seria dizer “O seu sorriso se abriu como um lírio na primavera”.
8. Saia da caixinha!
Por que se conformar a uma maneira padronizada de enxergar o mundo?
Muitas vezes a graça da vida e a beleza da poesia é justamente a
habilidade do poeta de enxergar a realidade de forma diferente, um pouco
fora da caixinha.
Subverta as expectativas do leitor, revolucione
sua visão de mundo.
Mostre que é possível refletir de maneira diferente sobre elementos que
fazem parte do nosso dia-a-dia. Escrever histórias surpreendentes na sua
poesia é uma forma de marcar o mundo com a sua visão única da
realidade.
9. Tome cuidado com as rimas
Infelizmente, rimar com excelência não é tão fácil quanto parece. Se
não tomarmos cuidado, nossas rimas parecerão dignas de uma música
infantil. No geral, não é bem esse o efeito que os poetas querem causar.
Logo, apesar das aventuras com rimas serem necessárias para o
desenvolvimento de um poeta, recomendamos que, pelo menos no começo,
você evite usar rimas demais. Vá com calma. Experimente o verso livre e,
aos poucos, implemente elementos formais complexos na sua poesia.
Nas mãos de um poeta iniciante, existem elementos mais importantes do
que a rima e a métrica. Foque nas palavras que escolhe, na mensagem que
transmite, nos temas. E, então, conforme ganhar experiência,
experimente rimas novas.
10.Revise sua poesia
Como toda obra literária, a poesia também precisa ser revisada.
Talvez até mais do que a prosa, afinal, na poesia, cada palavrinha deve
cumprir um papel específico no texto. Cada elemento deve ser essencial,
até a última vírgula.
Assim como ao editar o próprio livro,
recomendamos que você tome certas medidas antes de revisar. A primeira é
deixar o poema de lado por uns tempos. Esqueça dele e, então, o revise
com novos olhos e ouvidos, como se nunca o tivesse lido antes.
Leia em voz alta. Grave o poema e corrija. Mude sua experiência o
máximo possível e não tenha medo de reescrever, mas sempre anotando as
modificações sem descartar as versões anteriores.
E, é claro, é sempre válido pedir a opinião de outra pessoa.
Especialmente se você tiver contato com pessoas que apreciam a poesia e
tenham opiniões imparciais, com uma dose construtiva de crítica e sem
medo de magoar o outro.
Aceitar essas críticas sem se desanimar é uma excelente maneira de
evoluir. Aprenda com o que foi dito e siga melhorando seu poema até a
hora de dar asas para sua pequena obra. E, então, escreva mais.
E aí, autor? Você tem um método para escrever poemas? Compartilhe suas experiências com a Bibliomundi!
(Postado por RODRIGUES.N.L.)
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